Fotografando esportes – POST ESPECIAL OLIMPIADA RIO 2016

Com esse entusiasmo de Olimpíada e clima esportivo, hoje a TUDO PRA FOTO trás pra você algumas dicas de como fazer fotos em eventos esportivos.

A Olimpíada é um evento que não há distinção de raça, cor, idade, se é pobre ou rico. É aonde a raça pode superar a técnica, e a vontade o preparo. É onde pessoas viram atletas e saem da pobreza como forma de conquistarem um trabalho digno e dar a sua família uma vida melhor, e alguns acabam conquistando não apenas fãs, mas o mundo.

As fotografias de esportes têm como principais características: ação, velocidade e dinamismo. Quando um ato acontece, o fotógrafo precisa estar atento, pois em sua maioria o lance é singular e não volta mais.

O esporte faz com que o homem dê tudo de si. É o ser humano cada vez mais tentando superar os limites de seu corpo. Partindo desta premissa, cabe aos fotógrafos de esporte capturar as expressões faciais decorrentes do esforço do atleta.

A dor de uma contusão, o esforço em busca de um recorde, o sofrimento da fadiga, a alegria por uma conquista e a decepção de uma derrota, são algumas das caras e caretas que o atleta deixa transparecer em uma competição.

Esta ação descrita anteriormente, na maioria das vezes se passa longe de onde o fotógrafo está (seja por segurança do próprio fotógrafo, ou para não interferir na ação dos atletas).

Uma câmera com um sensor menor ajuda na aproximação dos objetos. Temos o fator de corte (“crop”) de 1,5x da Nikon, sendo que algumas Full Frame da marca simulam o sensor com “crop”; e de 1,6x e 1,3x da Canon.

De corpo para corpo há uma diferença na velocidade do auto-foto e também na quantidade de disparos de fotos por segundo (fps).

Com relação às objetivas, a distância focal recomendada a um fotógrafo de esportes é de no mínimo 200mm. Há outros fatores nas objetivas que ajudam na captação de uma boa fotografia como motores de auto-foco mais rápidos e estabilizadores de imagem.

Lembrando que quanto maior a abertura do diafragma (menor número f) maior a velocidade do obturador. Assim a diferença entre uma objetiva f/4 e uma f/2.8 pode fazer a diferença em uma foto que necessite de velocidade.

Não podemos deixar de lado uma grande angular para as cenas em que possamos chegar mais perto, como a comemoração de um gol em que o jogador saia do campo para comemorar com a torcida, ou para fazer uma foto aberta de um estádio/ginásio que esteja lotado de torcedores.

A grande angular e/ou olho de peixe também é usada em uma segunda ou terceira câmera disparada por controle remoto atrás do gol, na linha de chegada de uma corrida, no anel superior de um ginásio, por exemplo.

O uso de uma segunda ou terceira câmera costuma ser usada por alguns fotógrafos em certas competições (futebol é uma) em que o profissional têm como sua câmera principal com uma tele-objetiva 300mm ou 400mm, e um segundo corpo com uma 70-200mm.

Os “extenders/tele-converters”, tubos extensores ou ainda chamados de duplicadores são acessórios que aumentam a “potência” da lentes. O mais comum é o 2x, que dobra a distância focal, porém perde-se dois pontos na abertura.

Para finalizar o post, no cabeçalho colocamos um video referente a Olimpíada RIO 2016 que já começou, vamos todos juntos torcer!

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Esse texto foi regido por Cristiano Andujar em 2011.

fonte: fotografia-dg

 

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